sábado

Está no papel.
Documentado, autenticado, formalizado.
No novo milênio, as caligrafias ainda deslizam
pelas folhas brancas revelando personalidades.
Papel moeda, papel fotográfico,papel vergê.
Papel que embrulha, imprime, limpa e declara.
Que na raiva se queima e na emoção se guarda.
Papel que recebe rótulos, bulas, bíblias, fórmulas,
receitas e certidões. Casamos de papel passado e passamos a vida a rabiscá-lo em devaneios de amor.
Porque por mais que se tecle e se delete,
só ele é capaz de aguçar o tato e o olfato, de demorar
para chegar e de causar surpresa ao entrar por
baixo da porta.
Papel é memória sensorial no lugar de virtual.
Bibliotecas no lugar de disco rígido.
Sem vírus, pane ou comparação, temos
o papel de venerá-lo a cada nova geração.

Paula Taitelbaum http://www.mundodapaula.com.br/

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